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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

dedicado a Ti





Não sei quem És,  Deus

caramba, não sei mesmo,

nem sei, quem queres que seja ...
não sei mesmo, agora, onde estou e me deixastes,  perdida,

em mim, quando brado por Ti
porque não te conheço, Aqui

que sei que me deixastes, desamparada,
apenas com  o teu amor
dentro da alma
para, depois de passar por tudo o que querias
que eu passa-se
me voltasse
para Ti

para te buscar
como salvação das minhas mágoas
das minhas dores, atrozes
dos meus quereres amargos ...
que me fizestes sentir aqui
sem mágua tua, dentro

e não sei, por muito que busque
dentro, e fora
da minha alma e fora dela, mesmo
quem tu és, realmente

e porque, com teu grande poder
que sinto, dentro, desde que nasci, aqui ...
mesmo que não o reconheça, não sei o que é
e que me sinto,  gente ....

apenas sei
que tu quisestes que eu sentisse, assim

aqui fica o mistério desse teu querer
dessa tua busca, em mim....

me viro agora, para Ti,
buscando o alívio da aflição que me corrói a alma
essa que tu me destes e que dizes, em panfletos sagrados
que não reconheço

apena me mostram, temor
e não creio

que aquilo que me deu a vida
aquele que me deu a glória de sentir
aquilo que sinto depois de toda a dor passada, neste mundo

pequena que seja para Ti,
minha é de grande labuta

querer buscar, algo que me transcenda
algo que me eleve, tão alto
inesplicável em palavras deste mundo

que me faça, sentir dentro
na viva alma, que tu me destes
singela, porque mais uma, entre muitas

aquelas, todas, que tu achastes que precisavam passar
a derradeira noite escura da alma 

apenas, sei
como sei
não me perguntes,
que quisestes que eu te procurasse
quando não mais forças sinto dentro,

quando nada mais me dá alento
quando, por momentos, penso desistir
da Vida que me destes, aqui, agora
quando me fizestes aqui surgir

como alma desregrada, que sempre fui, tua
e tuas dores, creio-me, senti, dentro
de modo diferente, mas senti

me fazes creer, apenas, que tudo que passei, e sinto que ainda passo

é apenas e mais nada
o amor qure sinto dentro
esse grande Amor
teu abraço

Analuz


Amor eterno





correndo, sinto-me ir

correndo até ti
sem mesmo saber quem eres

correndo, correndo até Ti

sabendo, apenas
que só tu levas meu tempo
só tu levas minha alma
quando me sinto sózinha

e são tantos os momentos
Deus, são tantos
que me fazem querem fugir até ti

e, nos meus sonhos
sempre
corro em tua procura
para que me abraçes e me digas
o que ninguém, até ora conseguiu dizer
ninguém me disse

que no meu coração, teu, sou, tua alma
que sou tuas lágrimas, teu clamor, tua Vida

e quando clamo por ti
mesmo sem saber quem és
sei, que cada dia que passa
sem ternura, sem amor, sem nada

tu, algures, estás á minha espera ...

apenas te sinto a Ti, dentro em mim
sabendo, sentindo, que alguém me ama, me amará, sem fim
com toda sua alma, e que bramas, em alto

que as minhas lágrimas, são as tuas
que a dor, que sinto dentro, que mata
tu a sentes dentro, por mim
e a combates, como guerreiro volátil e audaz que és

apenas, por saberes
mesmo não sabendo quem eu sou
que sou aquela que tu sempre esperastes
para te fazer sentir

em tua alma, que clameja, como a minha
eu sei ...

que só eu levo teu tempo
só eu levo, tua alma, na minha
quando Tu te sentes sózinho ...


Analuz


B





sabes ...
eu sei que sabes
só Tu sabes
que só tu me dás a vida

me fazes sentir, aquilo que já nem quero
aquilo que já esmoreceu em mim
mas que tu renovas, com  tua maestria

basta ler, tuas palavras
que me dás e entregas com tanto carinho
sentir-te, apenas, mesmo longe
quando não estás presente, no meu ninho

e quando contigo estou
e me entregas tua alma
me dizes que me queres ver bem, só isso para ti vale a pena
para te entregar a calma

minha alma, chora, de ternura, candura
e nem mesma eu sei ...

e quando, me pedes
vem... estar comigo... alguns momentos, apenas ...
vamos passear e sermos só nós dois

vivo, renasço, mais uma vez
e dás-me a vida nóvamente
aquela que o mundo retirou
aquela que Deus sente

e mesmo contra Deus
porque te quero mais que o mundo,
 tudo, aquilo que anima
e porque és o meu Deus, aqui na terra
não desisto jamais
de seguir senda acima




Analuz

alma em dor





quem sou eu, apenas, ora
quem sou, já nem reconheço
nem eu mesma, sou agora

quem sou eu, Deus, sou ora
que retirastes
do ser,  toda minha venda
e me deixastes, nua e só
 nesta senda...

quem sou eu, Deus, agora
já não sinto o que sentia
as luzes da rua, brilhantes
e sua brisa
nem mais tocam
já nada sequer me embria


meus olhos já não veem
meu sabor já não sabe
meu tocar, já não sente
ouvir, já não cabe

quem sou eu, ora
quando sinto a alma ceder
dentro de um corpo que já nem é
um olhar que já nem vê

e o respirar
meu, entrecortado
vai mostrando, dentro e bravo
que a vida se esmoeçeu

e nessa angústia, atroz
que só a alma conhece
apenas num clamar meu
 só tu me reconheces



Analuz


Adeus



um Adeus, querer


apenas, um
de quem se perdeu na Vida e já não a encontra


um Adeus
grande
de quem quer seguir vivendo
e já não se encontra


apenas, uma luz a elumina
e essa luz, pura e bela
lhe dá forças para seguir mais um dia
nesta clausura interna


que a mata, segundo e milésimas
sempre em dor se encontra
apenas quando lhe toca
num pensar, atrás do passado


do que esse luz lhe foi
lhe fez viver, reviver
sobreviver
apenas por a ver
brilhar, apenas
mais uma vez

e essa luz
apenas como um Anjo se me mostra
apenas, no jogo da vida
me retira dele mesmo
e me enleva em suas asas

e essas asas me protejem
me fazem querer viver um pouquinho mais
para sentir
nem que seja, só mais uma vez
sua luz relumbrar
e mim
e não sentir, nada
nada mais ...

ANALUZ






Luz




Luz
onde estás, onde te encontras!
onde te escondestes, que sempre me eras
onde fostes, brilhar, iluminar a quem

Luz
porque me faltas
quando de Ti mais preciso
quando me poderias retirar deste cláusulo
que tu mesma me aprisionsastes

Luz
porque já não brilhas
porque já não és
porque, nem sequer tivestes a ousadia
de me dizer adeus

e, agora
que te busco, incondicionalmente
em todos os cantos da vida
e não te encontro
nem sequer num lumiar, apenas,
te encontro

onde estás Luz
que fostes, minha
e quisestes me abandonar
sem avisar
sem me esclarecer onde te tinha ofendido

Luz
diz-me, apenas
onde estás, para eu
redimida, na minha alma
te encontrar, ou tentar 
que mais uma vez
sejas Minha .....

Analuz


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Lágrimas




lágrimas minhas
como as sinto
de cor pérola
as travo dentro


não lhes dou vida
não lhes dou alento
não as deixo sair
não as deixo ao vento

sinto-as dentro
secando-se
e elas mesmas gritam
lutam, querem sair
querem viver, e ver fora

querem reluzir
demonstrar a sua força
mostrar ao mundo o que me dói 
 aquilo que fui outrora

e minha luta diária contra elas
porque não as quero sentir rolar na cara
não  as quero mostrar ao mundo
não  quero mostrar nada

apenas as quero sentir em mim
senti-las na minha alma
e assim as guardar dentro

porque sei
que morro, lento 
que não vivo mais

e tê-las só para mim
na alma
é o meu único contentamento

Analuz


 


Divagando





Não temo os mortos
apenas temo os Vivos

Analuz

Ventos




Já não sei o que sinto, dentro
apenas sei que me está matando, 
segundo a segundo
desgarrando minha alma
porque em sangue a sinto, 
já nem tenho alento ...


a vida, ela própria, já nada me trás
de vontade, só tormento
e não vivo, sei,
apenas sinto, 
e sinto falta, como sinto
de tudo aquilo que minha alma ansiou, toda a vida, minha
e que podia matar este desalento

de ir contra ela mesma
a vida, como que em guerra
de não sentir sua brisa, mais em mim
de não sentir prazer ou sequer alegria
em cada segundo ou momento

e contra mim mesma, luto
por querer terminar, pôr fim, a esta sentença
que me foi decretada, não neste mundo
noutro, foi, eu sei, feita

porque afinal
tudo me foi retirado,
tudo me foi roubado,
tudo me foi negado
e foi-me sentenciado, 

e pago, eu sei
sómente, pago, por não ter sido
por não ter sido nunca, aqui onde estou
perdida
alguma vez
só e eu mesma ...

Analuz




sábado, 4 de fevereiro de 2012

Eu



sabes

meu sentir, já não é sentir
já não vivo
já não sinto a Vida, em mim

apenas

vivo
sobrevivo
....

Analuz

A Vida ... dói !!


Tu, apenas




Baby
eu sei, sei
como sei ...
que , apenas vivo por Ti

para te sentir
te ver,
te ter, junto, apenas, por segundos
como me basta ...

 baby, eu sei, 
como sei ...
se tu não fosses
não existisses

que era eu

um rosnar, apenas,
de um animal, ferido, a desalmar ...

baby, por amor
toda a minha vida
segue por Ti
porque te tenho

e sei
que o Destino nos uniu
que minha vida 
amanheceu
e a luz do Universo
se mostrou

apenas ...
quando te vi
por primeira vez
sorrir
para mim

o amor extremo
teu
que retorna e retorna
apenas num olhar

baby 
por amor
a minha vida segue
porque te tenho
e teu amar

e minha vida, estremece
me faz querer, mais uma vez
quando já me encontrando
perdida
seguir, apenas seguir
a contra-feito
e a dor
apenas

para te ver
e te sentir
e te Amar
porque és a minha VIDA
e o único que me prende

Aqui ...

Analuz

Viver, apenas ...





Viver

sem ter

sem provar o cálice da provação

sem ter sentido percorrer, meu corpo

o arrepio da paixão no meu ser

viver

e morrer, sem viver e amar, na plenitude

e ficar gravada em mim, na alma

a falta que sinto de um amar

de um querer, extremo, 

que, aqui, sei, que estou ora,

não posso viver

porque não existe

neste mundo, 

um amor assim ...

eu sei!!


Analuz

Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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