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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012


For me ... only


À Deriva




sempre fui
assim nasci

mulher
de sentires fortes
de extremos
e sempre busquei o inatingível
tentando torná-lo contrário

agora, pouco sinto
nada me aqueçe 
nada me faz reviver
e me sinto fraca
 à deriva

a paixão da vida perdeu-se
o encanto dela mesma se esvaiu
os prazeres extremos se foram
a beleza escureceu

e busco, dentro
fora
continuamente
a volta de clamores antigos


mas nada encontrei
até ora 
que me volte a fazer
renascer
e viver
os sentimentos eclodidos outrora



Analuz


Sentires





Quereres
Paixões
Amores
Sentimentos vários vividos,
Até ora,
em minha alma

Quereres, tive, 
intensos
Paixões, reais,
escassas
Amores,
Apenas transviaram-se

E, madura, no sentir que tenho dentro
Dentre estes viveres chamados dias
Sinto que a vida se esvazia
E perco a oportunidade de ter

De ter, em vida e aqui
Gravado em mim
Quando de aqui partir
Para outra razão

Um sentir, arrebatador
Que deixe marcas em meu corpo
Em minha mente
E me faça querer voltar aqui
Que não em vão

Analuz

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Grito



Grito

grito, e clamo, fundo, que até ora

ninguém, ninguém me fez sentir

sentir essa pessoa, especial

ninguém me fez sentir que vale a pena existir

para ser o valor para alguém

para ser a razão de uma vida

para ser, alma na alma,

para, ser tudo, além

o renascer, por momentos

de uma otra alma ...


Analuz


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Imagem



minha imagem se reflete nela mesma

e me devolve o que sinto

e que vejo 

apenas mais uma alma perdida ...


Analuz










Kikas



não te quero ver, sentir, chorar, nunca

jamais

tua juventude, apesar de ter roubado a minha

ela me engrandece

é ela e tu que me dão forças para prosseguir

neste mundo cruel

que já não pertenço

e se vejo ou te sinto chorar

vou mais um bocadinho

embora ...


Analuz


Lágrimas



minhas lágrimas são de sangre

porque num mundo de dor

onde a fome mata crianças

onde as crenças de um Deus vingativo persiste e mata

onde a ambição e o poder derruba tudo e todos

onde a mentira ultrapassa e maltrata

onde a maldade prevalece ...

minhas lágrimas só podem, assim, ser!!



Analuz



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Novas Promessas




Ano Novo, mais Um, e a esperança espreita, de Novo!!
a promessa de mudanças drásticas, que façam mudar tudo aquilo que me arrasta ...


Mas diferente de outros passados, de sempre, decidi, agora
não mais as fazer, as promessas, vãs,
porque percebi
são apenas promessas, que não cumprirei


neste ano que entra e que Deus mais me deu, apenas quero sentir ...

sentir aqueles que amo
sentir quem Sou
sentir o que dói dentro, para me compreender, e não me revoltar contra isso
sentir a luz na minha pele, o Sol que tanto me tem magoado porque a escuridão tem marcado dentro
sentir o que me cerca, as flores, as árvores que me rodeiam
sentir tudo, sentir que tudo tem Vida, não só Eu e o outros iguais de mim
sentir que estou aqui neste planeta por alguma razão, que me ultrapassa, não me foi revelada
sentir que as emoções que sinto e me magoam, sou, apenas sou, EU
aceitar isso,
e perceber, saber, 
o que me fez sentir assim,
perdida, nas nuvens da Vida,
o que me fez buscar as dores e senti-las como primazia
o que me fez entregar à solidão
o que me fez ...

e, sim, prometo, mesmo que não consiga cumprir

prometo
e diferente das outras promessas que outrora fiz 

resgatar,  aquilo que entreguei à Vida sem forças de alcançar
alcançar aqueles que são meus
e são minha razão

alcançar aquele que me fez viver
que me fez SER, Eu
apenas Eu
MAIS UM ANJO SEU, e compreendê-lo!!

E além de tudo prometo, prometo mesmo,

alcançar a mim mesma, que corre à frente minha, à deriva ...
e quem realmente nesta Vida, de mudanças, de sentires, eu,
SOU
realmente Sou
apenas EU

é isso que prometo!!

Analuz


Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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