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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

domingo, 11 de setembro de 2011





Sou talvez a visão que alguém sonhou
Alguém que veio ao mundo prá me ver
E que nunca na vida me encontrou
   

Florbela Espanca

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

fugiu de mim




A magia da vida, sinto-a perdida, nem sei mais onde ela habita


coração partido, mil bocados caídos, não me preocupando de os recolher

sombras, muitas, e medo delas, me refugio


para não sentí-las, mais uma vez,


nada me aqueçe, me retira de mim, do que sinto


nada nem ninguém, já me consegue resgatar ... eu sei

como desejo neste reino que vivo, encarcerada


sentir-me viva, apenas segundos dela


e ser, eu, que nunca fui

regojizando-me na sua plenitude


mas, e apenas, não sinto meus limites, se me afastam


e rumo, cada vez mais para o que me mata, mais um bocado


como sinto, me mata


mato-me, todos os dias. mais um bocado


deliberadamente, mas sem outra saída


por me ter desapaixonado da vida

e ela, não mais me transmitir energia, não retiro dela, nada, apenas mais um dia ...

meu coração, minha mente já não me acompanham, na alegria

neste fulo e doido jogo da vida


que apenas arrasto, quase sem forças


para conseguir ultrapassar, 

dia a dia


apenas mais um dia ...





Analuz


terça-feira, 6 de setembro de 2011

morrendo




vivendo, assim

recordando, para sempre o que me levou bocados da minha alma

me recortou, por dentro, esquartejando

e ela, pequena se tornou

e não, assim, se conseguindo enquadrar na imensidão da vida que se me apresenta

dia a dia

e dói, como dói, Deus meu

como dói, dentro

não sentir conseguir alcançar, nada

não conseguir, mesmo esperando, sempre

que a vida onde me deixastes, tão só

e por muito que busque, nada encontro

apenas, e isso sim

a minha consciência, plena

de que não sou nada, aqui

apenas sou, sinto-me,

na imensidão deste mundo

uma lágrima mais

caíndo sem fim ...










Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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