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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

domingo, 28 de agosto de 2011

A TI



A Ti, mais uma vez


porque cada vez que estou contigo, te consigo sentir, dentro,


e sinto que és aquilo que sempre quiz ser


um mundo de ilusões que com Fé, vais alcançar,

a Fé que sempre te ensinei, mostrei 


para que neste mundo vivenciasses a tua vitória


depois de muitas buscas, em outras


e quando te olho, te sinto pequenino, terno, 


mesmo homem que já és


fostes, és e serás sempre


a razão, minha, de ter cá voltado a este mundo

meu orgulho, só num olhar encontrando o teu

no sorriso que apenas mostras


no carinho que me mostras em tudo isso


no sentir que me queres muito


eu sei, como sei, que apenas vim,


para te dar a oportunidade através de mim de cá voltares


e te realizares


e eu ...


apenas para estar contigo, tua alma,


mais uma vez .....




Analuz



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

vivo em sonhos, eu sei ...





eu sei, vivo assim,


num mundo de fantasia interior


que me retira deste mundo onde, obrigada vivo!!


e nele, nesse mundo, sou, apenas sou


entregue a mim mesma, enlevada nos sonhos meus


na espera que sonhando-os, se realizem !!


e, neles, nos sonhos, vou-me realizando ...


como se em vida fossem


Analuz

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

morrendo, aos poucos ...



sinto, como sinto


na alma, minha, tal tormento,


que me retira, quase tudo, e a vontade de seguir ...


sinto e como sinto, Deus meu,


os dias todos iguais, as vivências todas iguais, as dores, essas, cada vez mais carregadas,


nenhuma igual à outra, pois cada segundo desta vida, sinto florescer em mim


dores, de escuras cores, que não sei de onde vêm, de onde nascem


mas que insistem em prevalecer e me derrubam, em instantes, apenas


e sei, como sei,


que elas vão recolhendo o que sou,


sugando aquilo que SOU,


nada mais, e apenas EU!!




Analuz

domingo, 14 de agosto de 2011

entre duas estradas ...





me sinto, sempre,


no alto, por instantes,


e baixo, nesses mesmos instantes,


para rencontrar os escuros da alma


e não sei, mesmo não sei


qual é o meu mundo real


na escuridão sinto por meros segundos um prazer que me enleva para fundo de mim mesma


e me sinto bem, mas apenas por segundos,


e neles esqueço-me de mim mesma, 


do que trago dentro e corrói a alma


passando a seguir, em instantes apenas, para um frenesím interior de imensidão


em que julgo ser e vir a ser rainha, e alcançar vencendo o mundo e todos,


e me acho linda, forte, e capaz de vencer a escuridão que me persegue....

para voltar a caír mais uma vez 


e nesses dois mundos vou arrastando-me, dia a dia,


em duas estradas que me levam por caminhos diferentes


mas que de tanto os cruzar me enredam num tumulto


tumulto que me faz perder o rumo da vida


e me fazem sentir perdida, e sem saber o que escolher


se a penumbra


se o dia ...




ANALUZ

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pai ...




Pai ...


consegues ouvir-me?


pai ...


consegues sentir-me?


Pai ...


porque te procuro aqui e não te encontro, e revolto-me


não ouço a tua voz,


não te sinto neste mundo onde me pusestes, me deixastes, me abandonastes,


e sinto a tua falta, atroz, cada milésima de segundo que respiro


com agonia, sentida sempre desde que me lembre ...


pai...não me consegues ver?


não vês que sofro aqui, mesmo sem motivo?


dor que sinto no meu peito, sem saber o seu porquê


dor que sinto dentro, em todo o meu ser,


e que suplico, suplico por algo que me diga que estás comigo, ou que te reencontrarei um dia ...


as lágrimas que me caiem dentro, sem mostrar


a procura que encetei até ti, anos e anos ...


apenas por te sentir, um bocadinho, em mim?! e não te senti até ora,


pai ...


não ouves meus clamores, minha ignorância em busca da tua sabedoria, que foi minha, e perdi, um dia ... quando aqui entrei'

minha súplica ardente?


não sentes que imploro a tua presença, a tua Luz, a tua explendura, em mim ...


pai ...


porque me apagastes as lembranças mil


me retirastes a minha essência criada por ti


diz-me, Pai ...


porque sinto tanta saudade de ti, aqui


porque te sinto e não te encontro

por muito que dedique a minha vida a isso


apenas posso entender, aqui, limitada,


que isso mereço .... !!!


Analuz

Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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