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Pare o mundo que eu quero descer ...


Raul Seixas

tentando fazer poesia
do que me arranca a Alma,
ela mesma, mesmo que seja em pranto ...

domingo, 26 de junho de 2011

Morrendo e vivendo e sempre existindo



hoje sei!!!


hoje sei, caramba....


hoje sei, sou forte, muito forte, de corpo e de Alma....

hoje sei, sei mesmo!!

que mesmo tendo desistido da Vida, há algum tempo (penso que desisti desde que me apercebi que sou gente) tendo maltratado o meu corpo, o meu templo, dia a dia, ano a ano, segundo a segundo, sem ninguém saber, sem ninguém se aperceber.... estou viva.... mal... mas viva!!!!

e o coração me late dentro, por vezes acelarado, por vezes calmo, e o sangue contínua a correr-me nas veias, o respirar, que por vezes, se entre-curta, contínua, como que me empurrando para a vida, em mim....


a música, que toca na minha alma, mexe, como mexe, e o sentir, contínua, forte, mesmo sem forças, quaisquer forças... limitantes, mas forte !!


os olhares, os olhares de quem mais amo, de quem me retira a vida só de os sentir, me fazem sentir viva, mesmo que me sinta morta!!

e vivo,  contínuo vivendo, dia após dia, sem viver a mim mesma, mas vivendo, sempre, e não sequer me imagino a não viver, a não existir ...

porque dentro me dizem, és forte, sem forças, mas és forte, e segue, porque o caminho de cada um é o seu caminho, e mesmo sem forças, sem querer viver ... vives!!!

e ecoa...contínua ecoando na alma

és forte, aguenta... és forte... e mesmo que muitas vezes não consigas sequer erguer-te, ergue-te, e segue, como se fosse o último dia... mas ergue-te, sempre, e mostra-te a ti mesma  que ainda existe mais um dia, para te provar que és forte, muito forte...

e eu
mesmo que fosse o último, dia, mesmo que fosse a última chance, mesmo que fosse o dia de dizer adeus, mesmo sem forças, nenhures, a vida rodeia, rodeia e rodeia, e diz-me, revela-me, doendo na Alma ... mas me engrandecendo ...o que hoje sei!!!

hoje sei, caramba....


hoje sei, sou forte, muito forte, de corpo e de Alma....

hoje sei, sei mesmo!!
















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Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta.
(Richard Bach)

Somos prisioneiros da vida e temos que suportá-la até que o último viaduto nos invada pela boca adentro e viaje eternamente em nossos corpos

Raul Seixas

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